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01/09/2015

Em oito meses Brasil já exportou mais soja do que em todo ano passado.

Brasil tem um recorde a comemorar em agosto.

Apesar de ter encerrado o mês com movimentação reduzida em mais de um terço julho, o Brasil tem um recorde a comemorar em agosto: em oito meses, o país já exportou mais soja do que em todo o ano passado. Balanço divulgado pela Secretaria do Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) revela que 5,16 milhões de toneladas da oleaginosa deixaram o país no mês passado – 3,3 milhões de toneladas, ou 39%, abaixo do registrado em julho e quase metade do recorde verificado em junho (9,81 milhões de t).

Apesar da queda, o resultado de agosto foi suficiente para fazer com que a parcial de 2015 deixasse para trás os registros do ano anterior. Com 45,85 milhões de toneladas de soja em grão remetidas ao exterior entre janeiro e agosto, os embarques acumulados neste ano já ultrapassam em 158 mil toneladas o total movimentado em 2014 e correm 9,3% à frente do registrado nos oito primeiros meses do ano passado.

O aumento nos embarques, contudo, não se traduziu em mais receita. Com o preço da tonelada da soja rebaixado de US$ 510,19 para US$ 386,72 (-24,2%), o faturamento brasileiro com as vendas externas da oleaginosa caiu de US$ 21,4 bilhões em 2014 para US$ 17,7 bilhões neste ano.

Frango

O ano também é de ritmo intenso nas vendas de frango. Com 382,4 mil toneladas negociadas, os embarques da proteína perderam folego na comparação com julho, mas mantém vantagem de 5,5% na comparação com o mesmo período de 2014. Em oito meses foram comercializadas 2,82 milhões de toneladas de frango. Em dólar isso representa faturamento 7,7% menor, com o total de US$ 4,85 bilhões. Com o efeito do câmbio, contudo, a renda em reais tem incremento 25,3%, totalizando R$ 15 bilhões.

“O forte desempenho das exportações promoveu um ‘enxugamento’ e um ajuste na oferta interna, impactando positivamente nos preços de produtos como cortes de coxa e outros”, explica Ricardo Santin, vice-presidente de aves da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

 

 

FONTE: Gazeta do Povo




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